Logística Integrada: como reduzir custos e ganhar eficiência nas operações

A logística integrada representa uma mudança profunda na forma como as empresas organizam seus processos.

Ela une setores antes isolados, estabelece padrões claros e cria condições para reduzir custos não por cortes arbitrários, mas pela eliminação de desperdícios e pela construção de rotinas mais eficientes, e ao mesmo tempo ela aumenta a agilidade, melhora o nível de serviço e torna a operação mais confiável e previsível.

Quando bem implementada, a empresa aproveita melhor as oportunidades que surgem e passa a operar com alto nível de desempenho, porém, implementar a logística integrada não é um movimento instantâneo.

Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe este texto até o final!

O que é logística integrada e qual a sua importância nas operações?

A logística integrada pode ser entendida como uma forma de coordenar todas as atividades que envolvem o fluxo de materiais, informações e serviços dentro e fora da empresa, de modo que cada etapa funcione em sintonia com as demais.

Em vez de tratar compras, estoque, logística, comercial, financeiro, fiscal e atendimento ao cliente como áreas separadas, esse modelo busca conectá-las para que as decisões tomadas para em uma etapa considerem imediatamente seus efeitos sobre as outras.

A ideia central da logística integrada é, portanto, criar a continuidade entre processos que, quando fragmentados, tendem a gerar desperdícios, atrasos, falhas de comunicação e custos excessivos.

Ao unificar o planejamento, operação e controle, a logística integrada possibilita que a empresa acompanhe com mais precisão suas demandas, alinhe seus fornecedores às necessidades reais, reduza a falta ou o excesso de mercadorias em estoque e otimize o uso de recursos financeiros e humanos.

Essa visão coordenada também favorece o compartilhamento de dados entre setores, o que amplia a capacidade de prever variações do mercado, ajustar volumes de compras e/ou produção e antecipar necessidades de transporte ou armazenagem.

No cenário internacional, sua importância se torna ainda maior, pois há o envolvimento de diversos players, países, normas, cenários e etapas que dependem de uma sincronização constante.

Dessa maneira, a logística integrada atua como um mecanismo de alinhamento entre processos internos e externos, o que garante que a empresa opere com agilidade, menor custo total e maior consistência na entrega de valor ao cliente.

Como reduzir custos e garantir maior eficiência com a logística integrada?

Reduzir custos e elevar a eficiência logística não é resultado de cortes isolados, negociações pontuais ou mudanças bruscas no fluxo das operações, mas sim de considerar alguns pontos importantes, como:

 Planejamento integrado

Um dos fatores que mais encarece a logística é a imprevisibilidade, visto que demandas mal calculadas, atrasos na cadeia de suprimentos e rupturas de estoque geram custos extras. Sejam eles decorrentes de fretes emergenciais, horas adicionais de equipe, estoque de segurança inflado ou perda de vendas.

O planejamento integrado unifica dados de vendas, histórico de consumo, calendários promocionais, picos de alta demanda e informações de fornecedores sobre prazos e entregas. Com esse conjunto de dados a empresa consegue:

  • Projetar suas necessidades de venda com maior segurança;
  • Nivelar a produção;
  • Programar compras com antecedência;
  • Reduzir a dependência de decisões tomadas em cima da hora.

A melhoria das previsões não significa eliminar riscos, mas reduzir o impacto deles nas operações, afinal, um planejamento bem sincronizado diminui a falta de padronização das operações, estabiliza os custos e cria melhores condições para futuras negociações.

Estoques dimensionados com base no fluxo real

Estoques excessivos representam capital imobilizado, custo com armazenagem, maior necessidade de espaço e perda de giro. Por outro lado, estoques reduzidos demais provocam a falta de mercadorias específicas para atender o mercado ou uma venda específica.

A logística integrada corrige esses dois extremos ao mapear o fluxo completo, desde o tempo de reposição de uma matéria-prima ou mercadoria importada até o ritmo de saída dos produtos para o cliente final.

Com esse mapeamento, torna-se possível:

  • Estabelecer níveis de estoque mais adequados;
  • Criar políticas diferenciadas para itens com comportamento distinto;
  • Reduzir estoques de segurança sem comprometer o atendimento;
  • Integrar as informações de demanda com dados de importação e compras locais.

As empresas que aplicam essas práticas costumam não apenas converter o espaço de armazenagem em um espaço produtivo, mas reduzir custos com movimentações internas e ainda melhorar o giro dos materiais.

Transporte coordenado de ponta a ponta

O transporte costuma representar um dos maiores componentes do custo logístico, e sem integração, cada área acaba solicitando coletas e entregas de mercadorias de acordo com sua própria necessidade, se considerar o uso eficiente da capacidade dos veículos de transporte, melhores rotas ou até mesmo parceiros logísticos melhores.

A logística integrada melhora o uso dos recursos de transporte ao:

  • Consolidar pedidos/cargas e reduzir envios/embarques fracionados;
  • Otimizar rotas com base em dados reais e não apenas em distâncias;
  • Programar embarques com antecedência, o que permite melhores negociações de frete;
  • Evitar o uso de modal de transporte mais caro por falha de planejamento.

Em conclusão, com uma logística integrada, a área que cuida da contratação de transporte deixa de ser um setor que apenas reage às solicitações e passa a atuar de forma coordenada com as demais áreas da empresa.

Padronização de processos e redução de retrabalhos

A falta de alinhamento entre áreas gera uma variedade de procedimentos diferentes para situações semelhantes.

Essa diversidade de métodos aumenta a complexidade da operação e eleva a chance de erros.

A logística integrada acaba criando padrões para os processos, com:

  • Formulários únicos;
  • Cadastros centralizados;
  • Fluxos de aprovação consistentes;
  • Checklists operacionais validados;
  • Indicadores de desempenho compartilhados;
  • Regras de comunicação claras.

E quando se fala em padronização de processos, é importante enfatizar que isso não significa eliminar a flexibilidade nas operações, mas sim fornecer um ponto de partida que reduz retrabalhos e diminui falhas.

Indicadores de desempenho comuns para orientar as decisões

Cada setor, quando atua de forma isolada, tende a seguir indicadores próprios que nem sempre favorecem o desempenho geral.

Entretanto, com uma logística integrada é possível definir indicadores de desempenho compartilhados, como:

  • Nível de serviço;
  • Giro de estoque;
  • Ocupação da capacidade dos veículos nas coletas e entregas;
  • Custo logístico total por unidade;
  • Variação entre previsão e demanda real, entre outros indicadores.

Quando todas as áreas respondem a um mesmo conjunto de metas, a empresa opera com coerência e reduz conflitos internos.

Parcerias sólidas com fornecedores e prestadores de serviços

A integração não acontece apenas dentro da empresa; ela precisa se estender a fornecedores, transportadores, operadores logísticos, agentes de carga e despachantes aduaneiros.

Essa integração com todos os players envolvidos reduz atrasos, melhora a previsibilidade da operação e ainda possibilita acordos mais eficientes, e tudo isso acontece por meio de:

  • Compartilhamento das previsões de compra juntos aos fornecedores;
  • Contratos de compra e venda, e de prestação de serviços baseados em níveis de desempenho;
  • Programação antecipada de embarques e entregas;
  • Troca estruturada de informações.

Quando a cadeia inteira coopera, os custos diminuem porque a operação se torna mais previsível e com menos pontos de ruptura.

Maior uso da tecnologia

A automação e o uso de sistemas não significam apenas instalar softwares, é preciso que os sistemas conversem entre si e suportem o fluxo operacional.

Ferramentas como ERP, WMS, TMS e demais soluções tecnológicas ganham força quando operam conectados, para proporcionar consistência e evitar a duplicidade de informações.

Os ganhos de eficiência incluem:

  • Atualizações em tempo real;
  • Confiabilidade dos dados;
  • Maior assertividade nas análises;
  • Eliminação de lançamentos de informações de forma manual;
  • Maior visibilidade sobre prazos, custos e ocorrências.

A empresa que faz uso da tecnologia consegue tomar melhores decisões, evita improvisos, padroniza os processos e ainda reduz custos operacionais e administrativos.

Cultura e gestão orientada ao fluxo de materiais e informações

Nenhuma ferramenta tecnológica ou processo integrado funciona sem uma cultura interna que valorize o fluxo contínuo de materiais e informações.

Essa mudança cultural envolve:

  • Incentivar a colaboração entre departamentos;
  • Reduzir disputas por prioridades internas;
  • Promover reuniões periódicas de alinhamento;
  • Estimular o uso de dados em vez de opiniões;
  • Formar equipes multifuncionais quando necessário.

A logística integrada depende de pessoas que enxergam o processo completo e entendem como sua atividade impacta as etapas posteriores. Essa consciência reduz custos ocultos e amplia a eficiência das operações.

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